Líder do Hamas propõe "trégua prolongada" a Israel

O líder político do Hamas no exílio, Haled Mashal, propôs uma "trégua prolongada" a Israel, e está disposto a negociar as condições, segundo artigo publicado nesta sexta-feira pelo jornal palestino Al-hayat Aljadeeda. No entanto, Mashal - que escapou há seis anos, na Jordânia, de uma tentativa de assassinato por parte do serviços secreto de Israel (Mossad) - afirma que o movimento islâmico "jamais reconhecerá" o Estado judeu, fundado em 1948.As condições que o Hamas propôs para uma "trégua prolongada" são, entre outras, a retirada da Cisjordânia até "as fronteiras de 1967", o desmantelamento de mais de 150 assentamentos judaicos e libertação de aproximadamente oito mil prisioneiros palestinos.O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, que deve começar neste fim de semana em Gaza as consultas para formar o novo governo, após a arrasadora vitória do Hamas nas eleições legislativas de 25 de janeiro, quer que o movimento islâmico reconheça Israel como interlocutor para negociar a paz.Segundo a plataforma do Hamas, que ganhou o direito de formar o próximo governo da ANP ao conquistar 74 das 132 cadeiras do Parlamento, o objetivo do movimento é criar um Estado islâmico "do Mar Mediterrâneo ao rio Jordão", o que acarretaria o desaparecimento do Estado judeu.O governo israelense decidirá no domingo se transferirá à ANP os recursos que arrecada como seu agente de retenção de impostos, calculados em janeiro passado em US$ 50 milhões.

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