Líder do Hezbolah acusa EUA de quererem 'confiscar' revolução árabe

Hassan Nasrallah voltou a dizer que fim do Estado de Israel está próximo

Efe

06 de junho de 2011 | 11h48

BEIRUTE - O chefe do Hezbolah, o xeque Hassan Nasrallah, acusou nesta segunda-feira o governo americana de querer "confiscar" a onda de revoluções que estão ocorrendo no mundo árabe e voltou a insistir que o fim de Israel está próximo.

 

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Nasrallah fez estas declarações em um vídeo projetado durante uma conferência sobre o guia da revolução iraniana, o imã Ali Khamenei, no qual comentou os fatos que aconteceram neste domingo no Líbano durante a comemoração da Naksa, a derrota árabe para Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967.

 

"O que ocorreu ontem durante o aniversário da Naksa nas Colinas de Golã revela que a Administração americana aspira a confiscar a revolução árabe", declarou o chefe da milícia xiita Hezbolah.

 

Neste domingo, mais de 20 pessoas morreram e 325 ficaram feridas por disparos israelenses contra manifestantes palestinos e sírios que tentavam chegar às Colinas de Golã, que Israel ocupou em 1967 junto com a Faixa de Gaza, a Península do Sinai, Cisjordânia e Jerusalém Oriental.

 

"O episódio confirma o compromisso absoluto de Washington com Israel", acrescentou em alusão ao fato de os Estados Unidos terem declarado "preocupação" pelos fatos registrados neste domingo em Golã, segundo divulgou nesta segunda-feira a imprensa local.

 

Os EUA chamaram Israel e o Líbano à "contenção" e a "evitar os atos de provocação" porque "Israel, da mesma forma que os Estados soberanos, tem o direito de se defender".

 

Nasrallah afirmou que as conferências de paz sobre o Oriente Médio realizadas até agora só buscam salvar Israel e lembrou que o imã Khamenei previu o desaparecimento deste país, uma afirmação com a qual o líder do Hezbolah concordou.

 

"O imã Khamenei acredita que Israel será destruído e isto vai ocorrer em breve", manifestou antes de acrescentar que "a evolução da situação na Palestina confirma a firmeza dos desejos do povo e da nova geração de jovens, que vive na esperança de retornar a sua terra".

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