Líder do Hezbollah ameaça israelenses

Região da Galileia, assim como líderes militares do Estado judeu, podem ser alvo dos radicais xiitas

Agência Estado

16 de fevereiro de 2011 | 14h22

BEIRUTE - O líder do grupo xiita libanês Hezbollah, Hassan Nasrallah, ameaçou nesta quarta-feira, 16, "atacar" funcionários israelenses e líderes militares do país. Segundo Nasrallah, essas ações poderiam ocorrer para vingar a morte de Imad Mughnieh, um graduado membro do Hezbollah assassinado em Damasco, em 2008.

 

Agentes israelenses são acusados pela morte de Mughnieh. Anteriormente, membros do Hezbollah já haviam ameaçado Israel por causa do assassinato de 2008. O grupo xiita é considerado pelo Estado judeu uma das maiores ameaças na região de suas fronteiras.

 

Nasrallah afirmou que a região da Galileia, situada ao norte do Estado judeu, será o alvo dos radicais. Segundo ele, a área será "tomada" pelo Hezbollah caso Israel ataque o Líbano. "Disse aos integrantes da Resistência para que estejam preparados para o dia no qual Israel entrar em uma nova guerra com o Líbano, e lhes pedirei para tomar a Galileia", disse Nasrallah em uma videoconferência transmitida pela televisão.

 

O clérigo xiita acrescentou que "Israel sabe que a Resistência é capaz de destruir suas infraestruturas" e insistiu que o Hezbollah não tem "um projeto de guerra, mas de defesa". Nasrallah ainda acrescentou que "a estabilidade no Líbano desde 2000 se deve à Resistência, que é uma garantia para conseguir a justiça, a estabilidade e a paz".

 

Nasrallah ainda citou o julgamento internacional pela morte do ex-premiê libanês Rafik Hariri, assassinado em 2005, e disse que "a justiça internacional não trouxe a paz" ao país. "A morte de Hariri teve consequências e as segue tendo no Líbano e na região. Todos querem conhecer a verdade e que haja justiça", disse. Especula-se que membros do Hezbollah serão indiciados pelo crime.

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