Líder do Hezbollah diz que proposta de cessar-fogo é injusta e inaceitável

O líder do Hezbollah, xeque Hassan Nasrallah, disse nesta quarta-feira que a proposta de cessar-fogo franco-americana é "injusta e inaceitável". Em sua primeira declaração desde a apresentação da proposta de resolução da ONU no domingo, o clérigo shiita fez uma avaliação totalmente negativa da proposta. "No mínimo, podemos descrever isso (a proposta de resolução) como injusta e inaceitável. Ela dá a Israel mais do que ele queria e procurava", disse o líder em discurso televisionado transmitido por todas as redes de televisão da região. Mudando radicalmente a posição do Hezbollah, Nasrallah disse que a organização apóia o plano do governo libanês de deslocar 15 mil soldados para o sul do Líbano quando houver um cessar-fogo e Israel houver retirado suas tropas.Envio de tropas "No passado nos opusemos ou não concordávamos com o envio de tropas do exército para a fronteira ... pois nos preocupávamos com o exército. ... Concordamos com o envio de tropas, mas não escondemos o nosso medo por isso (envio das tropas)", disse o líder. "O exército poderia ser destruído em poucos dias" O clérigo também rejeitou a proposta de uma força internacional para região, dizendo que não estava claro de quem partiria as ordens. "Isso (o envio de tropas libanesas) é uma alternativa melhor e mais conveniente que o envio de tropas internacionais. Não sabemos de quem viram as ordens que eles iriam receber". Nasrallah também pediu ao governo libanês que não sucumba a - o que ele chamou de - pressão americana para acabar com a oposição libanesa à proposta, atualmente sendo avaliada pelas Nações Unidas. "Eu falo contra a pressão americana", disse o clérigo. "Peço que o governo (Libanês) continue firme." O líder afirmou que os guerrilheiros não irão desistir. "Lutaremos até o último tiro." Segundo o líder, a capacidade do Hezbollah em lançar mísseis continua forte.Ele ainda conclamou aos árabes que moram em Haifa, em Israel, a deixar a cidade. "Tenho uma mensagem especial para os árabes de Haifa, aos seus mártires e aos feridos. Peço que deixem essa cidade. Espero que vocês o façam (...) Por favor vão embora para que não tenhamos que derramar seu sangue, que é nosso sangue." Atualizado às 15h34

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