Líder do Hezbollah se reuniu com iraniano na Síria, diz jornal

O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, está na Síria para negociações com autoridades locais e o grupo xiita libanês Hezbollah sobre os desdobramentos do conflito no Líbano, informaram três agências de notícias iranianas. Mas a agência oficial do governo do Irã não mencionou a visita.De acordo com o diário kuwaitiano Al-Siyassah, o líder do Hezbollah, xeque Sayyed Hassan Nasrallah, tomou parte nesse encontro. O Al-Siyassah é conhecido por sua oposição ao governo sírio, cujo partido dominante era ligado ao regime de Saddam Hussein (que invadiu o Kuwait em 1990, dando início à Guerra do Golfo).O jornal destacou, citando "fontes sírias bem informadas", não identificadas no texto, que o objetivo da reunião era discutir meios de manter o fluxo do suprimento aos combatentes do Hezbollah de armas iranianas transportadas através do território sírio. Nasrallah teria ido para Damasco num carro com guardas sírios. Segundo Al-Siyassah, ele iria se encontrar também com o presidente da Síria, Bashar Assad. Israel e EUA acusam Irã e Síria - países que são os principais financiadores do Hezbollah - de ter entregue ao grupo equipamento militar pesado, incluindo mísseis de curto e largo alcance. A Guarda Revolucionária Iraniana, subordinada ao aiatolá Ali Khamenei, teria dado treinamento direto aos combatentes do Hezbollah. AhmadinejadEm um de seus costumeiros sermões de sexta-feira - o dia semanal de descanso e oração no mundo muçulmano -, o presidente do Irã, Mahmud Ahmadinejad, afirmou que Israel "ordenou a própria destruição" ao iniciar a invasão e a matança bárbara no Líbano.Na quarta-feira o presidente iraniano pediu um cessar-fogo no Líbano e criticou a política americana para o Oriente Médio nesta quarta-feira, dizendo que os Estados Unidos querem "refazer o mapa" da região com a ajuda de Israel.Para Ahmadinejad, negociações precisam ser levadas a cabo antes que um cessar-fogo seja estabelecido. Ele também exigiu que Israel compense os danos causados ao Líbano e peça desculpas por suas ações. O presidente iraniano também descartou os comentários feitos pelos EUA de que o Irã - inimigo jurado de Israel - forneça armas e suporte militar ao Hezbollah, explicando que o governo do Teerã apenas apóia os braços políticos e morais do movimento extremistaEleito há um ano, Ahmadinejad é um ultraconservador que segue a linha original da Revolução Islâmica de não aceitar a existência de Israel. Além de dizer que o país deveria ser varrido do mapa, Ahmadinejad pôs em dúvida o Holocausto.

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