Líder do Iêmen diz que protestos buscam dividir o país

O presidente do Iêmen, Ali Abdullah, afirmou que os crescentes protestos contra seu governo são uma manobra para dividir o país, após os combates na região sul, anteriormente independente. Abdullah está no poder há três décadas. "Existe uma conspiração contra a unidade e a integridade nacional do Iêmen e nós, nas forças armadas, servimos para preservar o regime republicano com cada gota de sangue que temos", disse Saleh, segundo a agência de notícias estatal Saba.

AE, Agência Estado

27 de fevereiro de 2011 | 10h42

"Nossa nação tem enfrentado momentos difíceis há quatro anos", completou. "Estamos tentando de todas as maneiras possíveis lidar com isso e superar essas dificuldades de maneira democrática, através do diálogo com todos os líderes políticos, mas em vão", afirmou. Apesar dos protestos exigindo que ele renuncie, Saleh se recusa a fazer isso. Sua única concessão foi prometer que não tentará a reeleição em 2013.

As manifestações são mais fortes na região sul, que se reuniu ao norte comandado por Saleh somente em 1990. Partidos de oposição anunciaram ontem que vão se juntar aos manifestantes, medida que marca o segundo grande revés em dois dias para Saleh. No sábado, dois importantes chefes de sua própria tribo o abandonaram. As informações são da Dow Jones e da Associated Press.

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