Líder do Irã diz que EUA não pressionarão o Oriente Médio

O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, disse neste domingo que os Estados Unidos "não alcançaram seus objetivos" no Oriente Médio e que "não há sinal algum de que os alcançará no futuro". Khamenei fez a declaração durante uma reunião em Teerã com o presidente sírio, Bashar al-Assad, que chegou no sábado ao Irã para coordenar posições com os líderes deste país a respeito das pressões sobre Teerã e Damasco. O líder supremo também pediu aos iranianos que "estejam acordados para a guerra psicológica do Ocidente contra o Irã", em referência às pressões para que este país suspenda o enriquecimento de urânio. Segundo a TV local, Khamenei e Assad "acertaram apoiar o governo iraquiano", assim como o do Líbano, com o objetivo de fazer frente ao "conflito sectário na região". A Síria é o principal aliado árabe do Irã no Oriente Médio. Os dois países são acusados por Washington de interferir nos assuntos do Iraque. Teerã e Damasco não escondem seu apoio à milícia xiita libanesado Hezbollah, considerada pelos EUA uma organização terrorista. Além de ter encontrado Khamenei neste domingo, Assad se reuniu na noite anterior com seu colega iraniano, Mahmoud Ahmadinejad. Os dois se comprometeram a "atuar juntos para fazer frente aos planos americanos e sionistas na região". Assad, recebido também pelo chefe do Conselho de Determinação iraniana, o ex-presidente Hashemi Rafsanjani, acusou Washington de estar por trás do conflito sectário entre sunitas e xiitas noIraque, já que "é a última carta que os EUA têm após seu fracasso no Iraque, na Palestina e no Líbano", segundo a rede de TV.

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