Líder do Irã fala em pacto nuclear em até 6 meses

Rohani defendeu que as negociações nucleares sejam conduzidas dentro de um cronograma rígido

25 de setembro de 2013 | 23h20

O novo presidente iraniano, Hassan Rohani, disse nesta quarta-feira esperar que um acordo com o Ocidente sobre o programa nuclear de seu país seja alcançado dentro de três a seis meses. O comentário foi feito em uma entrevista ao jornal americano The Washington Post.

Rohani defendeu que as negociações nucleares sejam conduzidas dentro de um cronograma rígido. "Quanto mais breves forem, melhor para todos. Se for em três meses, essa será a escolha iraniana. Se for em seis meses, também será bom. É uma questão de meses, não de anos", defendeu.

Pouco antes, o novo líder iraniano havia marcado diferença com seu antecessor, Mahmoud Ahmadinejad, ao ter reconhecido que o Holocausto de seis milhões de judeus na 2.ª Guerra foi um "crime repreensível e condenável". Rohani fez a declaração ao ser questionado, em entrevista à rede de TV CNN.

"Eu não sou um historiador. Quando se trata de falar das dimensões do Holocausto, são os historiadores que devem refletir", disse. "Posso dizer que qualquer crime contra a humanidade, incluindo os crimes dos nazistas contra os judeus, é repreensível e condenável", afirmou Rohani. "Seja qual for o crime que eles cometeram contra os judeus, nós condenamos. Tirar a vida humana é desprezível. Não faz diferença se tal vida é de um cristão, um judeu ou um muçulmano. Para nós, é a mesma coisa."

Um dia antes, o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, disse que, mesmo com a "nova ofensiva sorridente" de Teerã, as posições da república islâmica seguiam as mesmas, referindo-se ao fato de o presidente iraniano, clérigo moderado que tem promovido uma abertura diplomática com o Ocidente, não ter renunciado ainda à retórica de seu antecessor.

Depois de condenar o Holocausto, Rohani criticou Israel. "O Holocausto não significa que você pode dizer que nazistas cometeram crimes contra um grupo e, por isso, eles devem usurpar as terras de outro grupo e ocupá-las. Esse também é um ato que deve ser condenado." / REUTERS

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