Líder do Irã pede que países muçulmanos punam Israel

'Qualquer um que seja morto nessa defesa legítima e sagrada é um mártir', disse o aiatolá Ali Khamenei

Agência Estado e Associated Press,

28 de dezembro de 2008 | 11h51

O líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, pediu neste domingo, 28, aos países muçulmanos que punam Israel por seus ataques à Faixa de Gaza. Khamenei criticou ainda o que chamou de silêncio dos líderes árabes frente aos ataques em Gaza, que já mataram pelo menos 282 pessoas. "O regime sionista deve ser punido pelos Estados muçulmanos". Em texto citado na televisão estatal, o aiatolá afirmou ainda que os líderes israelenses deveriam ser "julgados e punidos por esse crime".   Veja também: Papa pede 'humanidade' para fim do conflito no Oriente Médio Israel aprova convocação de reservistas para ofensiva em Gaza Abbas: ataques podiam ser evitados; Olmert promete 'firmeza' Ministros árabes se reúnem na 4ª para discutir ataques a Gaza ONU pede cessar fogo imediato de Israel na Faixa de Gaza Conheça a história do conflito entre Israel e palestinos Ofensiva israelense deve sepultar esforço de paz Hamas pede nova Intifada contra Israel após ataques Itamaraty condena 'reação desproporcional' de Israel Veja imagens de Gaza após os ataques     Khamenei convocou os muçulmanos a resistirem à ofensiva. "Qualquer um que seja morto nessa defesa legítima e sagrada é um mártir." Teerã apóia o Hamas, porém nega as acusações de que forneça armas ao movimento. O Irã não reconhece Israel e o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, já disse que o país deveria ser "varrido do mapa" do Oriente Médio, qualificando inclusive o Holocausto como um "mito".Turquia O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, qualificou a ação israelense como um "crime contra a humanidade" e pediu o fim dos ataques. A Turquia é o aliado mais próximo de Israel no mundo muçulmano, mas rechaçou as ações militares, no momento em que trabalha para promover conversas de paz entre Israel e a Síria.Durante encontro de seu partido hoje, Erdogan qualificou a investida israelense como uma "mostra de desrespeito" com a própria Turquia. Centenas de turcos protestaram em frente à embaixada turca hoje. A Turquia também mantém boas relações com os palestinos.  

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