REUTERS/Jeff Overs
REUTERS/Jeff Overs

Líder opositor britânico se reúne com partido para decidir sobre ataque a EI na Síria

Parte dos legisladores do partido de Jeremy Corbyn são contra sua postura de se opor aos ataques aéreos contra militantes sírios propostos pelo premiê David Cameron

O Estado de S. Paulo

30 de novembro de 2015 | 11h36

LONDRES - O líder do Partido Trabalhista britânico Jeremy Corbyn enfrenta um confronto com alguns dos membros parlamentares do seu partido a respeito de sua oposição com relação ao lançamento de ataques aéreos contra militantes na Síria.

Corbyn planeja se encontrar com consultores nesta segunda-feira, 30, antes de anunciar se pedirá que os legisladores do partido se unam a ele no voto contra os ataques propostos na semana passada pelo primeiro-ministro David Cameron. O líder do partido opositor está sob pressão para permitir um “voto livre”, o que possibilitaria aos legisladores votarem pela consciência ao invés de aderirem à posição de Corbyn.

O líder recentemente eleito rejeitou as afirmações de Cameron de que o uso de bombardeiros da Força Aérea Real contra o grupo jihadista Estado Islâmico (EI) na Síria é de interesse nacional.

Cameron disse que buscaria um voto quando estivesse confiante de que a medida teria apoio suficiente para passar.

Segundo veículos britânicos, caso Corbyn não estabeleça liberdade na hora de votar, vários membros do seu gabinete podem renunciar aos seus cargos em sinal de protesto.

No final de 2014, a Câmara dos Comuns autorizou os bombardeios contra posições do EI no Iraque, mas não na Síria.

Corbyn se opõe a qualquer intervenção militar no Oriente Médio e tem sido uma das principais vozes contrárias à guerra do Iraque de 2003, o que o levou a participar de manifestações contra o conflto ao lado do grupo “Parem a coalizão de guerra”.

Cameron afirma que os atentados terroristas realizados em Paris no dia 13 de novembro, em que 130 pessoas morreram e mais de 350 ficaram feridas, destacaram a necessidades de acelerar a decisão sobre os bombardeios contra a Síria. /ASSOCIATED PRESS e EFE

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.