Andrew Harrer / Bloomberg
Andrew Harrer / Bloomberg

Líder do Senado dos EUA descarta sessão extraordinária sobre controle de armas

Conferência de Prefeitos dos Estados Unidos pediu, em carta, que congressistas se reúnam em meio ao recesso para discutir projetos já aprovados na Câmara de Deputados

Redação, O Estado de S.Paulo

09 de agosto de 2019 | 12h26

WASHINGTON - O líder da maioria republicana no Senado americano, Mitch McConnell, disse que não convocará os congressistas durante o recesso de verão (hemisfério norte) para aprovar uma legislação de controle de armas, após dois ataques a tiros que deixaram 31 mortos recentemente.

Mais de 200 prefeitos americanos enviaram uma carta, na quinta-feira (8), aos líderes do Senado pedindo a convocação de uma sessão extraordinária na Casa. O objetivo seria tramitar projetos de lei já aprovados na Câmara de Representantes e que poderão permitir a verificação dos antecedentes de todos os compradores de armas. Os textos também regularizariam as vendas entre particulares e em feiras.

Em entrevista a uma rádio local no Kentucky, McConnell disse que, embora a legislação sobre armas de fogo seja um tema central para a próxima sessão do Senado, ele não antecipará a volta dos congressistas. Alegou ainda que vai esperar uma "discussão bipartidária" entre republicanos e democratas.

"Quero fazer uma lei, não apenas ver esta luta política sem fim", disse à rádio NewsRadio 840 WHAS, acrescentando que "provavelmente também deve se debater" uma possível proibição das armas quando os legisladores voltarem de seu recesso em setembro.

McConnell sufocou os esforços do Congresso para expandir os controles de armas, em meio a temores de que este tema seja um duro golpe para os republicanos nas eleições de 2020.

A carta da Conferência de Prefeitos dos Estados Unidos apontou para dois projetos de lei de verificação de antecedentes já aprovados pela Câmara baixa - de maioria democrata - em fevereiro. Até agora, porém, McConnell basicamente bloqueou esta pauta no Senado.

Na quarta-feira, 7, o presidente Donald Trump disse apoiar a legislação proposta no Senado para bloquear a venda de armas para pessoas com doenças mentais. O republicano declarou ainda que não teria apoio político suficiente para aprovar uma legislação mais rígida, como a da Câmara, ou as proibições de fuzis altamente letais usados em muitos desses ataques em massa. /AFP

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