Líder do Taleban ainda controla Kandahar

O líder supremo do Taleban, mulá Mohammed Omar, mantém o controle de seu bastião de Kandahar, e acredita-se que ainda esteja na cidade, disse hoje o porta-voz de uma facção opositora afegã. Vários afegãos, alguns em contato com comandantes talebans, confirmaram que Omar ainda não entregou o poder, apesar de persistentes notícias, não confirmadas, do contrário, afirmou o porta-voz, Ahmed Karzai. Karzai, cujo irmão Hamid estaria no interior do Afeganistão organizando a resistência ao Taleban, disse que recebeu notícias sobre o mulá Omar de fontes confiáveis afegãs, que chegaram a Quetta ontem e hoje. A cidade paquistanesa é o quartel-general de alguns chefes tribais pashtuns que estão tentando persuadir o Taleban a se render nas últimas três áreas do Afeganistão ainda sob seu controle. Hamid Karzai, que também é um líder tribal pashtun étnico, vem tentando há semanas negociar com comandantes talebans que recuaram para o sul, depois de perderem o controle da maior parte do país. O Taleban tem nos pashtuns, o maior grupo étnico do Afeganistão, sua maior base de apoio. Ahmed Karzai não acredita em notícias dando conta que Omar teria se retirado para colinas ao redor de Kandahar depois de entregar o poder a um fiel comandante taleban, Ahktar Mohammed Usmani. As notícias foram divulgadas por jornais paquistaneses. "Segundo nossas informações, isso não é verdade", disse. Muitos residentes já abandonaram Kandahar, que se encontra sob forte bombardeio dos Estados Unidos. Na quarta-feira, um porta-voz do Taleban na cidade fronteiriça afegã de Spinboldak havia dito que a milícia islâmica iria defender Kandahar até o último homem. Ainda não está claro se algum representante pashtun baseado em Quetta irá participar de uma conferência sobre divisão do poder, a ser realizada na Alemanha na semana que vem, com a Aliança do Norte, que controla a capital, Cabul. "Não estou certo se ele irá", afirmou Ahmed Karzai, referindo-se a seu irmão. Ele disse que pessoalmente não poderá ir, devido a suas atuais negociações com o Taleban.Leia o especial

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