Líder é produto inequívoco da Irmandade

De muitas maneiras, a candidatura do islâmico conservador Mohamed Morsi foi acidental na disputa pela presidência do Egito. Só após a desqualificação de seu mentor, Khairat al-Shater, para a disputa que se tornou a escolha da Irmandade Muçulmana.

CAIRO, O Estado de S.Paulo

25 de junho de 2012 | 03h04

Nascido no Delta do Rio Nilo, Morsi, de 60 anos, é engenheiro doutorado nos EUA e lecionou até recentemente na Universidade de Zagazig, no Egito. Não se destaca pela solenidade ou pelo carisma, mas é um produto inequívoco da Irmandade. Ascendeu na hierarquia do grupo islâmico com o amparo de Al-Shater. Morsi liderou os membros da Irmandade no Parlamento de 2000 a 2005, um período em que o grupo detinha 20% das cadeiras. Durante a campanha, prometeu que o Alcorão será a base da futura Constituição. Morsi teria dito que não pretende revisar o tratado de paz com Israel, mas tem sido duro com os israelenses. Disse que as mulheres não deveriam poder disputar a presidência e afirmou, no ano passsado, que a Arábia Saudita é um bom modelo para o Egito. / TRADUÇÃO DE CELSO PACIORNIK

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