AP Photo/Fernando Llano
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Líder estudantil antichavista volta à Venezuela

Nixon Moreno tinha sido acusado de agressão sexual e tentativa de homicídio durante protestos contra Chávez em 2006

O Estado de S. Paulo

26 Janeiro 2016 | 19h59

CARACAS - O líder estudantil venezuelano Nixon Moreno, que fugiu do país sete anos atrás, voltou nesta terça-feira, 26, à Venezuela e apareceu em público na cidade de Mérida, ao lado de um deputado da coalizão opositora Mesa de Unidade Democrática (MUD). Moreno defendeu a “reconciliação nacional e a reconstrução da paz”. 

Williams Dávila, o deputado que acompanhou o líder estudantil em um ato na Universidade de Los Andes, defendeu a aprovação de uma lei de anistia contra líderes da oposição presos e que deixaram o país. 

“Estamos trabalhando na Lei de Anistia – Maduro gostando dela ou não, assinando-a ou não –, pois temos um mandato popular”, disse o parlamentar. “Expresso minha solidariedade permanente a Nixon Moreno e presos e exilados políticos.”

A lei de anistia para 70 opositores é uma das principais promessas de campanha da MUD, que venceu as eleições parlamentares de dezembro e conquistou a maioria de dois terços da Assembleia Nacional. O chavismo já disse ser contrário ao projeto. 

Moreno presidia o Diretório Central de Estudantes da Universidade de Los Andes em 2006 quando foi acusado de agressão sexual e tentativa de homicídio contra uma policial em um protesto contra o governo em Mérida.

Após obter refúgio na Nunciatura Apostólica em Caracas, obteve um salvo-conduto e fugiu para o Peru e, posteriormente, para os Estados Unidos até regressar este ano à Venezuela. / FRANCE PRESSE

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