Líder francês de direita é julgado por negar o holocausto

Começou nesta terça-feira, 7, o julgamento de um líder de extrema direita na França, além de membro do Parlamento europeu, por causa de declarações nas quais questionou a existência de câmaras de gás operadas pelos nazistas na primeira metade do século passado. Bruno Gollnisch, número 2 no Partido da Frente Nacional, é acusado de "contestar um crime contra a humanidade". O julgamento tramita num tribunal de Lyon, no sudeste da França. O veredicto é aguardado amanhã. Caso seja condenado, a sentença pode chegar a um ano de detenção. O julgamento já havia sido adiado em três ocasiões ao longo do último ano por causa de entraves burocráticos. Em outubro de 2004, durante uma entrevista coletiva, Gollnisch contestou o fato de nazistas terem usado câmaras de gás durante o Holocausto e especulou que o número de judeus mortos durante a Segunda Guerra Mundial teria sido exagerado. Os comentários causaram indignação entre judeus e grupos de combate ao racismo. Por causa das declarações, ele foi suspenso por cinco anos de seu cargo na Universidade Jean Moulin, em Lyon, onde lecionava direito e japonês. Recentemente, o Parlamento europeu suspendeu a imunidade parlamentar de Gollnisch para que ele fosse processado na França pelos comentários. O líder de extrema direita considera-se vítima de uma "caça às bruxas".

Agencia Estado,

07 Novembro 2006 | 15h16

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