Líder golpista da Tailândia busca diálogo com separatistas islâmicos

O chefe do Conselho de Segurança Nacional da Tailândia e líder do recente golpe de Estado, general Sonthi Boonyaratglin, informou que pretende iniciar o diálogo com os grupos separatistas islâmicos do sul do país. A violência nas três províncias muçulmanas, onde morreram cerca de 1.700 pessoas desde janeiro de 2004, foi uma das razões alegadas pela cúpula militar para o golpe de Estado de 19 de setembro. "Estou de acordo com a idéia de dialogar com os insurgentes das províncias do sul, mas insisto que não haverá negociação", disse o general Sonthi, presidente do conselho que supervisiona a gestão do governo interino. A violência recomeçou quando o primeiro-ministro deposto, Thaksin Shinawatra, endureceu sua política na região muçulmana, que a Tailândia anexou há um século. O general Sonthi acrescentou que a proposta de diálogo foi uma iniciativa do movimento separatista, integrado por cerca de 10 grupos armados. Antes do golpe de Estado, o general Sonthi, primeiro muçulmano a comandar o Exército tailandês, se mostrou em várias ocasiões partidário do diálogo com os rebeldes. O governo de Shinawatra, porém, descartava a idéia.

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