Líder guerrilheiro aponta fraudes eleitorais na Colômbia

O líder do Exército da Liberação Nacional (ELN) - segundo maior grupo rebelde da Colômbia -, Antonio Garcia, pediu nesta quarta-feira ao presidente Alvaro Uribe que investigue as alegações de fraude durante as eleições presidenciais de 2002. "Isto merece uma investigação. O governo deve baixar seu escudo e se preparar para uma investigação", afirmou Garcia durante entrevista para a estação de TV Telesur. Ele pediu para que autoridades eleitorais também sejam investigadas. Recentemente surgiram acusações afirmando que Jorge Noguera, que comandou a campanha eleitoral de Uribe em 2002 - antes de ser nomeado como diretor da polícia secreta colombiana - agiu junto com paramilitares para obter cerca de 300 mil votos fraudulentos. Uribe, que quer se reeleger nas eleições de 28 de maio, negou as alegações. Garcia também disse que o próximo governo deverá focar no fim da guerra civil, que já dura décadas. "Uribe não pode continuar com sua política de guerra. Essas eleições precisam construir uma proposta política centrada na paz". O ELN luta a favor de mudanças sociais na Colômbia desde a década de 60. Após ofensivas militares de Uribe, nos últimos anos, suas forças caíram para menos de 3.500 pessoas. Ao ser perguntado sobre a possibilidade de desarmamento da ELN, Garcia disse que o caso precisa ser discutido "em uma mesa de negociações, de modo simultâneo e paralelo". Ele acrescentou que seu grupo não planeja participar das eleições. "Nós não somos legalmente um movimento. Não temos candidatos". Processo de paz Um acordo de paz entre o governo e os rebeldes não deve acabar com o conflito. O principal grupo rebelde do país, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), evitou conversas de paz nos últimos anos.

Agencia Estado,

12 Abril 2006 | 20h40

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