Líder guerrilheiro congolês declara inocência na 1ª aparição no TPI

O líder guerrilheiro congolês Bosco Ntaganda, conhecido como "O Exterminador", declarou-se inocente das acusações de crimes de guerra, na terça-feira, em sua primeira aparição perante o Tribunal Penal Internacional, em Haia.

THOMAS ESCRITT, Reuters

26 de março de 2013 | 20h34

Após passar quase sete anos foragido, Ntaganda se rendeu inesperadamente na semana passada, ao entrar na embaixada dos EUA em Ruanda e pedir para ser entregue ao TPI. Dias depois, ele foi posto em um avião com destino a Haia.

Ele é acusado de homicídio, estupro e outros crimes ao longo de 15 anos de rebeliões apoiadas por Ruanda no leste da República Democrática do Congo.

Sua aparição, tanto tempo depois do indiciamento, chega em boa hora para o TPI, após o arquivamento de vários casos.

Vestindo um terno azul escuro que lhe caía mal, uma camisa azul e uma gravata listrada - trajes provavelmente fornecidos pela corte -, Ntadanga manteve-se curvado e parecia pouco à vontade no tribunal.

Ele confirmou seu nome, sua idade (39 anos) e, questionado sobre se tinha conhecimento das acusações, disse: "Fui informado desses crimes, mas eu me declaro não culpado".

A juíza Ekaterina Trendafilova então o interrompeu dizendo que a audiência servia apenas para informá-lo das acusações e dos seus direitos. "Não estamos discutindo nada relacionado à sua culpa ou inocência."

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