Líder intensificou política de confronto e seu isolamento

Cenário: Ariel Palacios

O Estado de S.Paulo

12 de agosto de 2013 | 02h01

A presidente Cristina Kirchner marcou os últimos anos pela intensificação da política do confronto. Antes de morrer, o ex-presidente Néstor Kirchner (2003 a 2007) havia declarado conflito aberto contra os ruralistas, a imprensa não alinhada e os credores internacionais. Mas Cristina acrescentou à lista de inimigos os juízes federais, os donos de supermercados, as consultorias econômicas que divulgam índices próprios de inflação, empresas de combustíveis e sindicatos.

Boa parte dos integrantes do governo é suspeita de envolvimento em casos de corrupção. Mas a presidente não removeu nenhum funcionário suspeito de desvios de fundos. Para analistas, Cristina prefere perder a popularidade do que admitir que está cedendo a pressões. Fontes do governo indicam que Cristina está ficando "isolada da realidade" e seus ministros evitam lhe dar más notícias, para não presenciar os temidos acessos de fúria da presidente.

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