Líder iraquiano quer punição contra guardas dos EUA

O primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, afirmou hoje que irá buscar punição para os guardas da empresa de segurança dos Estados Unidos, Blackwater, acusados pelo assassinato de 17 pessoas em uma região movimentada da cidade de Bagdá.

AE-AP, Agencia Estado

04 de janeiro de 2010 | 15h56

"Nós temos feito o que é necessário para proteger nossos cidadãos e para punir os que cometeram o crime. Formamos comitês e abrimos processos contra a Blackwater tanto nos Estados Unidos quando no Iraque. Não vamos abandonar nosso direito de punir esta empresa", disse Al-Maliki.

A afirmação do premiê foi sua primeira reação pública desde que um juiz norte-americano rejeitou as acusações contra os guardas na semana passada. As declarações foram feitas durante uma visita à cidade de Najaf, sul do país, onde ele se reuniu com o grande aiatolá Ali al-Sistani, que é considerado o clérigo xiita mais influente do país.

Os guardas eram acusados de atacar e matar 17 pessoas sem que houvessem sido provocados. Os assassinatos inflamaram o sentimento antiamericano. O fato também aguçou, para muitos iraquianos, a percepção de que os empreiteiros norte-americanos estão acima da lei.

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