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Líder islâmico israelense é detido na Esplanada das Mesquitas

Policiais entraram em choque com Raed Salah, líder do grupo Movimento Islâmico em Israel, e diversos de seus seguidores na entrada da Esplanada das Mesquitas onde muçulmanos têm protestado contra escavação e reforma promovidas por Israel.Salah e seis de seus seguidores foram detidos para interrogatório depois de uma "discussão" com policiais que protegiam o disputado local sagrado de Jerusalém, disse Micky Rosenfeld, porta-voz da polícia israelense.Levado a uma corte de Jerusalém, Salah acusou Israel do "crime de demolir uma parte da sagrada mesquita de Al-Aqsa" e de "empurrar toda a região a uma guerra religiosa". O tribunal libertou Salah, mas ordenou que ele permaneça a 150 metros de distância dos muros da Cidade Velha por 10 anos, segundo o porta-voz da polícia Micky Rosenfeld. Os outros seis detidos também foram libertados mais tarde.O porta-voz disse ainda que três jovens palestinos foram interrogados sob suspeita de atirar pedras num ônibus israelense na cidade velha de Jerusalém, mas assegurou que não houve mais nenhum incidente na manhã de hoje.Ontem, arqueólogos israelenses começaram a trabalhar na Esplanada das Mesquitas em meio a protestos e ameaças de palestinos transtornados, que temem que Israel danifique o local e têm alertado que o trabalho dos arqueólogos pode inflamar ainda mais a tensão com os israelenses.O trabalho arqueológico ocorre exatamente em frente ao mais disputado local sagrado da Terra Santa, a Esplanada das Mesquitas, chamada de Templo do Monte pelos judeus e de Santuário Nobre pelos muçulmanos.A disputa pelo local já deflagrou diversos episódios de violência entre israelenses e palestinos, inclusive a atual intifada, uma revolta iniciada em 28 de setembro de 2000 depois de uma visita do então líder oposicionista israelense Ariel Sharon à Esplanada das Mesquitas para reivindicar a soberania israelense sobre o local sagrado.Israel tem planos de construir uma nova rampa de acesso para pedestres e a escavação arqueológica tem como objetivo assegurar que a reforma não danificará nenhuma relíquia importante. A rampa substituiria uma passagem construída há séculos e que acabou danificada por uma tempestade de neve há três anos. Autoridades israelenses asseguram que o projeto não colocará em perigo o local sagrado.Nesta quarta-feira, o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, conclamou as nações islâmicas a retaliarem contra Israel. Khamenei não mencionou qual tipo de resposta pretende, mas salientou que o mundo islâmico deveria fazer Israel "lamentar-se" pelo que está fazendo.

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