Líder islâmico preso não quer ir a julgamento nos EUA

O clérigo islâmico radical Abu Hamza al-Masri, preso na Inglaterra a pedido dos EUA, que o acusam de envolvimento em atividades terroristas, disse que não quer ser extraditado para os Estados Unidos. Ao ser perguntado, em audiência judicial, se consentia com a extradição, ele riu e respondeu: "Na verdade eu acho que não quero, não". Autoridades britânicas deixam claro que ele só será extraditado se os EUA desistirem de condená-lo à morte. Os americanos dispõem de evidências contra al-Masri que não foram oferecidas aos britânicos, informou o secretário do Interior do Reino Unido, David Blunkett. A polícia londrina deteve al-Masri na quinta-feira, depois que os EUA apresentaram um pedido de extradição. O líder islâmico é acusado de tentar estabelecer um campo de treinamento terrorista no Estado americano de Oregon e de ajudar tanto a Al-Qaeda quanto o Taleban. Uma das acusações refere-se à tomada de reféns em dezembro de 1998 no Iêmen, que terminou com a morte de quatro turistas. Perguntado por que os EUA, e não a Grã-Bretanha, queriam julgar al-Masri, o secretário Blunkett explicou que os americanos "têm evidências de fontes que não temos".

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