Líder libanês não quer prejulgar atitude de Sharon

O primeiro-ministro libanês, Rafic Hariri, declarou nesta terça-feira, em Tóquio, que não quer prejulgar a atitude do direitista Ariel Sharon em relação ao processo de paz no Oriente Médio. Sharon, do Partido Likud, disputa hoje o cargo de primeiro-ministro de Israel. ?O passado e o programa (de Sharon) não são animadores para o processo de paz?, declarou Hariri, numa referência ao papel crucial que o candidato teve na invasão do Líbano, quando era ministro de Defesa, em 1982. O episódio mais trágico dessa guerra (1982-1985) foi o massacre de cerca de 2 mil palestinos pelas falanges libanesas cristãs, nos campos de refugiados de Sabra e Shatila (1982), que estavam sob a vigilância exclusiva do Exército israelense. ?Não quero prejulgar suas ações caso ele seja eleito?, disse.?Se os israelense elegerem Sharon, veremos o que vamos decidir?, acrescentou. ?Se ele se mostrar disposto a respeitar as leis internacionais e as resoluções das Nações Unidas, a promover um plano de paz global, nós estamos prontos. Se ele estiver disposto, nós também estaremos?, disse o líder do governo libanês, ao acrescentar que o mundo árabe ?tomou a decisão estratégica de promover a paz?. Sharon, que disputa o cargo com o atual primeiro-ministro Ehud Barak, lidera as pesquisas eleitorais com uma vantagem mínima de 18 pontos. Sua vitória é dada como certa, porém líderes do levante palestino na Cisjordânia (a intifada) ameaçam transformar as eleições de hoje num novo ?dia da fúria?, com protestos de massa contra Israel. As eleições começaram às 7 horas local, com a abertura dos colégios eleitorais de Israel.

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