Líder local chinês critica o uso de véus islâmicos na província de Xinjiang

Véus e lenços para as mulheres representam um revés cultural na região ocidental da China de Xinjiang, disse o principal líder do Partido Comunista chinês em Kashgar, a cidade descrita pelo governo como a "linha de frente" na batalha contra o extremismo religioso.

REUTERS

07 Março 2015 | 10h33

Kashgar e as áreas ao sul de Xinjiang têm sofrido severas tensões étnicas entre a minoria muçulmana uigur e a maioria étnica chinesa han. 

Grupos uigur exilados e ativistas de direitos humanos dizem que as políticas repressivas do governo em Xinjiang, incluindo restrições ao Islã, provocam distúrbios. 

Centenas já morreram por conta da violência em anos recentes, muitos no sul de Xinjiang, nas regiões predominantemente habitadas pelos uigur. 

Algumas cidades de Xinjiang impuseram restrições às vestimentas islâmicas, inclusive na capital Urumqi, que proibiu o uso de véus em público no ano passado. 

"Temos que dar passos para a frente como um país secular e moderno", disse Zeng Cun, o secretário do PC na antiga cidade da rota da seda Kashgar neste sábado. 

"Mas em alguns lugares em Kashgar desde o ano passado, há véus e coberturas para o rosto e a cabeça sendo usadas... isso é um revés cultural", disse Zeng. 

Os uigurs tradicionalmente seguem uma forma moderada do Islã mas muitos começaram a adotar práticas mais comuns na Arábia Saudita ou no Afeganistão, como o uso de véus que cobrem completamente o rosto das mulheres. 

  (Reportagem de Michael Martina) 

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