Líder miliciano congolês se declara inocente em abertura de julgamento em Haia

O líder miliciano congolês Bosco Ntaganda declarou ser inocente nesta quarta-feira por crimes que incluem o estupro de soldados crianças em uma campanha de pilhagem e assassinatos na província de Ituri, no Congo, no início dos anos 2000.

THOMAS ESCRITT, REUTERS

02 Setembro 2015 | 08h38

Ntaganda, nascido em Ruanda, é acusado por procuradores do Tribunal Penal Internacional (TPI) de conspirar para expandir o poder do grupo étnico Hema e tomar as vastas riquezas de petróleo, diamante e ouro da província para si.

Ele enfrenta 18 acusações de crimes de guerra e crimes contra a humanidade no total, incluindo assassinato, estupro, pilhagem e perseguição, sob uma doutrina da lei internacional que permite que ele seja acusado pessoalmente por ofensas cometidas por forças sob seu comando.

Um suposto coconspirador é Thomas Lubanga, que cumpre uma sentença de 14 anos de prisão após ser o primeiro réu condenado em 2012.

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