Líder norte-coreano chega a China para encontro com presidente, diz agência

Kim Jong-il estaria no país para conseguir auxílio à fraca situação econômica vivida pela Coreia do Norte, além de apoio para seu filho, Kim Jong-un, ser o herdeiro do regime comunista

EFE,

25 de maio de 2011 | 03h32

SEUL - O líder norte-coreano, Kim Jong-il, chegou a Pequim na manhã desta quarta-feira, 25, no sexto dia de sua visita à China, e deverá reunir-se com o presidente do país, Hu Jintao, informou a agência sul-coreana Yonhap.

 

O trem blindado do líder comunista chegou à estação de Pequim nas primeiras horas da manhã e, em seguida, a comitiva norte-coreana se dirigiu, possivelmente, à residência de hóspedes de Estado de Diaoyutai, na capital chinesa.

 

Assim como ocorre desde sexta-feira, quando foi informado que o trem de Kim havia cruzado a fronteira entre China e Coreia do Norte, o destino do comboio do líder norte-coreano foi mantido em segredo e só foi conhecido graças à presença de grandes desdobramentos de segurança e carros oficiais.

 

Segundo fontes diplomáticas sul-coreanas, Kim se reuniu na segunda-feira, na cidade de Yangzhou, com o ex-presidente da China, Jiang Zemin, após visitar complexos industriais e de telecomunicações desenvolvidos por seu principal aliado e segunda maior economia do mundo.

 

A viagem de Kim pode ter como objetivo levar experiências do desenvolvimento chinês, obter auxílio para superar sua delicada situação econômica e receber o apoio de Pequim para que Kim Jong-un, filho mais novo do líder norte-coreano, se consolide como herdeiro do poder no regime comunista.

 

Esta é a terceira visita de Kim Jong-il à China no curso de um ano e, como é habitual, não deve ser confirmada pela imprensa estatal chinesa e norte-coreana até o seu encerramento.

 

As últimas visitas de Kim Jong-il à China foram a convite de Pequim, que, além de mostrar exemplos de seu desenvolvimento industrial e tecnológico, tentou interceder para melhorar as relações de Pyongyang com Seul, depois da troca de fogo de artilharia em uma ilha sul-coreana fronteiriça, em novembro.

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