Líder norte-coreano envia emissário à China

Após meses ignorando os alertas da China para desistir de seu programa nuclear, o líder norte-coreano Kim Jong Un enviou hoje a Pequim um emissário de alto escalão num possível esforço para reatar os laços com seu mais importante aliado. A missão é vista como o mais recente sinal de que a Coreia do Norte pode estar abrindo espaço para uma negociação pelas vias diplomáticas.

Agência Estado

22 de maio de 2013 | 11h09

A viagem do vice-marechal Choe Ryong Hae, uma autoridade sênior do Partido dos Trabalhadores e um dos principais assessores militares do governo de Pyongyang, ocorre em meio à redução das tensões na Península Coreana. Analistas internacionais veem a viagem de Choe em parte como uma missão para reatar laços, parte como um pedido de ajuda.

Os governos dos EUA, Japão, Coreia do Sul, China e Rússia têm discutido a melhor forma de negociar com os norte-coreanos. Na semana passada, o Japão enviou um emissário à Coreia do Norte para discutir o sequestro de seus cidadãos que já dura várias décadas, num movimento que aumentou a tensão entre os aliados de Tóquio que querem concentrar as negociações em torno do programa nuclear dos norte-coreanos.

A viagem de Choe é a primeira visita de uma autoridade norte-coreana de alto escalão à China neste ano. Além disso, é a primeira desde a mudança de governo na China, cujos novos líderes demonstraram disposição para trabalhar com Washington para desmobilizar o programa nuclear da Coreia do Norte.

O governo norte-coreano também informou hoje que um ex-ministro de Defesa, Kim Kyok Sik, foi promovido a chefe do Exército do Povo Coreano. Esse é o ajuste mais recente numa série de mudanças no alto comando militar norte-coreano, à medida que Kim Jong Un promove uma nova geração de líderes militares. As informações são da Associated Press.

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