KCNA via REUTERS
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Líder norte-coreano diz que vai observar os EUA mais um pouco antes de agir

Kim Jong-un recebeu um relatório sobre os planos para atacar Guam e discutiu a questão com autoridades militares

O Estado de S.Paulo

14 Agosto 2017 | 20h52

SEUL - O líder norte-coreano, Kim Jong-un, recebeu um relatório de seu Exército sobre planos para atacar a área em torno de Guam e disse que vai observar as ações dos Estados Unidos por mais um tempo antes de tomar uma decisão, informou a agência de notícias oficial da Coreia do Norte na terça-feira (horário local).

"Os Estados Unidos, que foram os primeiros a trazer inúmeros equipamentos nucleares estratégicos para perto de nós, devem primeiro tomar a decisão certa e mostrar ações se quiserem aliviar as tensões na península coreana e evitar um confronto militar perigoso", disse Kim, segundo a KCNA.

O líder norte-coreano ordenou que o Exército fique sempre preparado caso ele tome uma decisão de ação, segundo a agência.

Kim "analisou o plano durante um longo tempo" e "discutiu" o tema com as autoridades militares durante uma inspeção ao Comando de Forças Estratégicas, que está a cargo do programa de mísseis, indicou a agência oficial KCNA.

O Exército da Coreia do Norte disse na semana passada que finalizará até meados de agosto seu plano detalhado para testar quatro mísseis balísticos de alcance intermediário nos arredores de Guam e o apresentará ao seu líder para aprovação.

As tensões começaram depois que a Coreia Norte testou dois mísseis balísticos intercontinentais no mês passado, indicando que poderia atingir território americano.

Depois disso, o presidente dos EUA, Donald Trump, alertou Pyongyang afirmou que responderia a ameaças com  "fogo e fúria como o mundo nunca viu".

O Norte, por sua vez, ameaçou testar seus mísseis perto da ilha americana de Guam.

A guerra retórica ativou um alarme global, com líderes mundiais, incluindo o presidente chinês, Xi Jinping, pedindo calma a ambos os lados.

O presidente sul-coreano, Moon Jae-in, também pediu calma sobre o impasse com a Coreia do Norte, dizendo que nunca mais deveria haver outra guerra na Península Coreana. / AFP

 

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