Líder oposicionista da Venezuela diz que vai se entregar

O líder oposicionista Leopoldo López, alvo de uma caçada policial sob a acusação de incitar a violência no protesto de semana passada que resultou em três mortes, disse neste domingo que irá se entregar após promover mais uma manifestação.

AE, Agência Estado

16 de fevereiro de 2014 | 23h13

Em vídeo gravado em uma localização não revelada, López disse que não teme a prisão e acusou as autoridades de tentarem violar seu direito constitucional de protestar contra o governo socialista do presidente Nicolás Maduro.

O líder oposicionista convocou os manifestantes a se reunirem na terça-feira, trajados de camisas brancas, para marcharem pacificamente com ele ao Ministério do Interior, onde ele deve entregar uma petição demandando uma investigação completa do papel do governo nas mortes. No mesmo dia, ele se entregará às autoridades.

"Eu não cometi nenhum crime. Se há uma decisão para legalmente me colocar na cadeia, eu me entregarei a essa perseguição", disse. López não é visto em público desde uma coletiva de imprensa na noite de quarta-feira.

As forças de segurança da Venezuela invadiram sua casa e a de seus pais no sábado. Os oficiais possuíam uma ordem de prisão sob acusações que variam de vandalismo à propriedade pública a terrorismo e homicídio. Testemunhas disseram que vizinhos bateram em jarras e panelas para protestar contra o que consideraram uma ordem de detenção arbitrária.

López é formado em Harvard e foi prefeito do município de Chacao de 2000 a 2008. Ele tem insistido na manutenção dos protestos para pressionar Maduro a desistir do poder, enquanto o presidente da Venezuela classifica o oposicionista de fascista e exige que ele se entregue às autoridades.

Hoje foi mais uma noite de protestos em Caracas. As forças de segurança combateram os cerca de 500 manifestantes com gás lacrimogêneo e balas de borracha. O protesto tinha como objetivo demandar que todos os manifestantes contrários ao governo detidos fossem liberados. As autoridades afirmaram que 23 pessoas estavam sendo tratadas por ferimentos, mas nenhuma em estado grave. Fonte: Associated Press.

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