Líder oposicionista diz que seguirá negociando no Zimbábue

Morgan Tsvangirai reitera compromisso para conseguir acordo; diálogo com Mugabe não tem dado resultados

Efe,

13 de agosto de 2008 | 19h29

O líder da oposição no Zimbábue, Morgan Tsvangirai, reiterou nesta quarta-feira, 13, seu "compromisso para conseguir um acordo que respeite a vontade do povo", apesar de as conversas que realiza com o Governo para resolver a crise política na qual o país se encontra até agora não terem dado resultados tangíveis. Veja também:Afríca do Sul diz que acordo para Zimbábue ainda é possível Tsvangirai, que dirige o partido majoritário do Movimento para a Mudança Democrática (MDC), disse em comunicado aos seguidores que a legenda segue comprometida a participar de "qualquer diálogo genuíno e significativo que permita um avanço urgente do processo" negociador. "Sabíamos que as negociações seriam difíceis, mas uma resolução que não represente a vontade do povo zimbabuano será um desastre para nosso país", asseverou Tsvangirai na carta, citada pela imprensa. Segundo Tsvangirai, em 29 de março "os zimbabuanos votaram na mudança e o MDC não os trairá." O líder opositor derrotou nas eleições realizadas nesse dia o presidente zimbabuano, Robert Mugabe, mas não obteve uma maioria direta de mais de 50% dos votos, o que levou a um segundo turno, do qual Tsvangirai se retirou devido aos ataques a seus seguidores por parte de milícias leais a Mugabe. Mugabe, Tsvangirai e Arthur Mutambara, que dirige a facção minoritária do MDC, se reuniram durante os últimos três dias em um hotel no centro de Harare para tentar chegar a um consenso sobre a formação de um Governo de unidade que permita pôr fim à crise. Na terça-feira, Tsvangirai foi o primeiro a sair da reunião, com expressão irritada e sem fazer declarações aos jornalistas. No entanto, o presidente sul-africano, Thabo Mbeki, que atua como mediador entre as partes por incumbência da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), disse nesta quarta antes de deixar o Zimbábue que as negociações só foram adiadas para dar tempo a Tsvangirai a "refletir sobre um ponto com o qual não concorda."

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