Líder oposicionista é assassinado nas Filipinas

Santiago Teodoro, presidente do partido Bayan Muna (Povo Primeiro) na cidade de Malolos, foi assassinado na noite de sexta-feira em Bulacan, no centro da ilha de Luzon. O crime ocorreu apenas algumas horas depois de a Anistia Internacional ter alertado para a possibilidade de os partidos legais da esquerda filipina serem alvo de perseguição política. Teodoro foi morto a tiros depois que uma motocicleta bloqueou a passagem de seu carro. Com ele, já são 26 os ativistas de esquerda vítimas de assassinatos ainda não esclarecidos este ano, 12 deles no centro de Luzon, ilha onde se encontra Manila, segundo denúncia da organização de direitos humanos Karapatan. "O governo está empregando a força armada contra os cidadãos amantes da paz, que dizem a verdade e querem mudanças", declarou a assessora de imprensa da Karapatan, Ruth Cervantes. Ruth acrescentou que "a contínua onda de assassinatos de ativistas, sacerdotes, advogados, jornalistas, líderes camponeses e sindicais nas Filipinas vai contra a propaganda da presidente Gloria Macapagal Arroyo, que afirma que emprega a lei para acabar com a violência". Este novo assassinato ocorre dias depois de Arroyo ter suspendido o estado de emergência que impôs após abortar um suposto golpe de Estado, embora prossigam as detenções em resposta a uma suposta conspiração envolvendo militares descontentes e a esquerda radical. A Anistia Internacional expressou ontem sua preocupação porque as autoridades seguem relacionando os partidos de esquerda à guerrilha comunista do Novo Exército do Povo. Isso faz com que militantes desses grupos sejam vítimas de "assassinatos políticos".

Agencia Estado,

10 Março 2006 | 03h47

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