AFP PHOTO / Ben STANSALL
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Líder opositor britânico sugere que cortes de verbas influíram em incêndio

Corbyn disse que em 2009, após um incêndio parecido na Lakanal House, no sul da capital britânica, foi pedida a colocação de detectores de fumaça em imóveis como o destruído hoje

O Estado de S.Paulo

14 de junho de 2017 | 15h36

LONDRES - O líder do Partido Trabalhista britânico, Jeremy Corbyn, sugeriu que os cortes de verba dos últimos anos podem ter contribuído para que o incêndio que deixou pelo menos 12 mortos e 74 feridos tenha ocorrido nesta quarta-feira, 14, na Grenfell Tower, no oeste de Londres (Reino Unido).

"Se você nega às autoridades locais o financiamento que elas precisam, existe um preço a se pagar", disse ele à rádio LBC.

Corbyn disse que em 2009, após um incêndio parecido na Lakanal House, no sul da capital britânica, foi pedida a colocação de detectores de fumaça em imóveis como esse.

"Suspeito que não tenha sido instalado em muitos lugares", apontou o dirigente trabalhista, lembrando que "é preciso fazer certas perguntas muito pertinentes assim que for possível".

O líder da oposição descreveu o fato como "aterrorizante e assustador" e parabenizou às equipes de emergências.

"Basta imaginar como seria precisar lançar o seu bebê pela janela para evitar que se queimasse até morrer. Esse é o tipo de horror que se viveu aqui", declarou Corbyn.

A deputada trabalhista Harriet Harman também deu a entender que medidas de austeridade tenham afetado o nível de segurança do prédio.

"As prefeituras querem instalar detectores nos prédios, mas tudo depende de dinheiro. O governo esteva cortando verbas da prefeitura", indicou a ex-líder do Partido Trabalhista.

O presidente da Câmara dos Comuns, o conservador John Bercow, ofereceu as condolências do Parlamento britânico aos afetados.

"Estamos horrorizados com o trágico incêndio que devorou grande parte de um enorme prédio de Londres esta madrugada", manifestou Bercow.

Ele agradeceu o trabalho dos serviços de emergência por "ter lidado o melhor possível com a horrenda situação" e anunciou que organizará uma reunião com os funcionários do governo envolvido na gestão de incêndios para que os deputados possam fazer perguntas e esclarecer questões. / EFE

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