REUTERS/Carlos Garcia Rawlins
REUTERS/Carlos Garcia Rawlins

Líder opositor confirma manifestação nacional a favor do referendo contra Maduro

Aliança opositora Mesa da Unidade Democrática convocou opositores para protestarem no dia 18 de maio exigindo ‘respeito à Constituição e o cumprimento do regulamento revogatório’

O Estado de S. Paulo

16 Maio 2016 | 08h47

CARACAS - O ex-candidato à presidência da Venezuela Henrique Capriles, um dos principais impulsores do referendo revogatório contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, confirmou no domingo a convocação de uma mobilização nacional no dia 18 de maio para exigir rapidez no trâmite da consulta popular.

A aliança opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) convocou os opositores para protestar nas diversas sedes do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) do país "exigindo respeito à Constituição e o cumprimento do regulamento revogatório", disse Capriles em sua conta no Twitter.

A confirmação do opositor ocorre após o prefeito do município de Libertador, o chavista Jorge Rodríguez, assegurar que não permitirá que os opositores cheguem ao local, onde se encontra a principal sede eleitoral do país.

Esta seria a terceira mobilização convocada pelos opositores para pressionar o Poder Eleitoral a cumprir com rapidez o cronograma para a ativação do referendo. As duas anteriores não conseguiram chegar até a sede. A primeira acabou depois que um forte cordão de segurança, que protegia o acesso a Libertador, dispersou os opositores.

O plano da oposição para esta ocasião é, segundo indicou Capriles, mobilizar todo o país para que a exigência pelo revogatório "seja sentida" em todo o território.

O pedido é que o CNE comece o mais rápido possível o trâmite de verificação das quase dois milhões de assinaturas entregues em 2 de maio às autoridades como apoio ao revogatório presidencial, um passo fundamental para que o Poder Eleitoral inicie o processo. Segundo as autoridades, ele não se iniciará até, pelo menos, 2 de junho.

O vice-presidente da Venezuela, Aristóbulo Istúriz, garantiu no domingo que o referendo não será realizado por estar fora de hora e possuir erros no trâmite.

Capriles advertiu a Maduro que o país é "uma bomba" que pode explodir a qualquer momento se as autoridades não permitirem que esse processo seja realizado ainda neste ano. /EFE

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