Líder opositor exilado voltará ao Bahrein

Hassain Meshaima é acusado de planejar queda do governo do rei Hamad bin Isa al-Khalifa

Agência Estado

21 de fevereiro de 2011 | 16h00

MANAMA - O ativista dos direitos humanos Abbas Omran disse nesta segunda-feira, 21, que Hassain Meshaima, um importante líder da oposição, pretende voltar ao Bahrein. O retorno de Meshaima, que atualmente vive em Londres, pode estimular os manifestantes e dificultar a vida das autoridades do país. Desde a semana passada o pequeno reino do Oriente Médio vive dias de tensão com as marchas contra o governo e a subsequente repressão.

 

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Segundo o ativista, Meshaima deve chegar ao Bahrein na noite de terça-feira. Ele lidera um movimento conhecido como Haq e é julgado à revelia - num grupo de 25 ativistas xiitas - sob a acusação de planejar a queda do governo do Bahrein. Mas prendê-lo pode resultar numa reação violenta de seus partidários e prejudicar os apelos da monarquia pela abertura de conversações.

 

Omran não deu maiores detalhes sobre os planos de Meshaima assim que ele retornar ao Bahrein. O líder opositor está há anos em Londres, onde passa por um tratamento contra o câncer.

 

A repressão do governo do rei Hamad bin Isa al-Khalifa às manifestações já deixou sete mortos. Os opositores denunciaram o uso de violência desnecessária por parte das forças de segurança e até governos estrangeiros condenaram a força desproporcional da resposta governamental. O rei aidna incumbiu o príncipe Salman bin Hamad bin Isa al-Khalifa de "liderar o diálogo" com a oposição.

 

Devido à situação no país, o grande prêmio de Fórmula 1 no país, marcado para o dia 13 de março, foi cancelado. De acordo com o príncipe, o momento no país não é propício para a realização de eventos esportivos. "É importante nos concentrarmos nas questões imediatas de interesse nacional", declarou.

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