Líder opositor quer prisão de Kirchner por corrupção

O empresário Francisco de Narváez, estrela das recentes eleições parlamentares da Argentina e um dos principais líderes da oposição, afirmou que o futuro do ex-presidente Néstor Kirchner será a prisão. "Imagino ele preso", disse De Narváez, ressaltando que "não há outro caminho" para Kirchner. "O kirchnerismo foi um dos governos mais corruptos da Argentina nos últimos 25 anos."Segundo o empresário, Kirchner deve ser processado por vários casos de corrupção nos quais está envolvido. "Se for declarado culpado, deve pagar", sustentou. O ex-presidente acumula suspeitas de enriquecimento ilícito, uso indevido de fundos públicos, entre outras acusações. Desde a volta da democracia, apenas um presidente argentino - Carlos Menem - foi preso. Menem ficou em prisão preventiva domiciliar durante cinco meses, em 2001, acusado de contrabando de armas.De Narváez afirma que, embora Kirchner tenha sido eleito deputado nas recentes eleições, ele pode ser destituído e perder a imunidade parlamentar. Para ele, após a derrota da presidente Cristina Kirchner e de seu marido nas eleições - o casal perdeu a maioria no Congresso Nacional -, surgiu um clima favorável à retomada de uma série de investigações sobre o ex-presidente.De Narváez foi o grande vencedor das eleições parlamentares de junho. No comando da coalizão União-PRO, que reuniu peronistas dissidentes e o partido de centro-direita Proposta Republicana, De Narváez provocou uma inesperada derrota ao ex-presidente Kirchner na Província de Buenos Aires, a mais importante do país. O empresário obteve 34,5 % dos votos, ultrapassando Kirchner, que havia mobilizado a máquina do governo, em 2 pontos porcentuais. Kirchner teve 31% dos votos. Essa foi a primeira derrota na longa carreira política de Kirchner. ENFRAQUECIMENTOAlém de perder a Província de Buenos Aires, antes considerada um feudo kirchnerista, o casal Kirchner também perdeu as eleições no restante do país. O enfraquecimento acelerado dos Kirchners nas últimas semanas fez com que surgissem especulações sobre a provável reabertura de processos contra o ex-presidente, que haviam ficado engavetados nos últimos anos. "Teremos uma maior movimentação por parte da Justiça sobre certos processos", disse De Narváez.

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