REUTERS/Jorge Silva
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Líder opositor venezuelano diz que Tribunal Supremo de Justiça decretou ditadura no país

Preso há mais de três anos, Leopoldo López afirmou que estes são ‘momentos definitivos para a Venezuela’ e ressaltou que a luta para recuperar a democracia 'deve ocorrer em todos os campos'

O Estado de S.Paulo

31 de março de 2017 | 08h20

CARACAS - O líder opositor venezuelano Leopoldo López, preso há mais de três anos, afirmou na quinta-feira que a decisão do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) da Venezuela de assumir as funções do Parlamento é a formalização de uma "ditadura".

"Por meio de uma sentença ilegal e ilegítima, o TSJ decretou formalmente a ditadura que desde 2014 estamos denunciando na Venezuela", afirmou em sua conta no Twitter o fundador do partido Voluntad Popular (VP), que cumpre pena de quase 14 anos em uma prisão militar.

A reação do opositor foi divulgada por sua mulher, Lilian Tintori. Da Argentina, ela disse ter recebido a mensagem de López da prisão, onde está proibido o uso de telefones celulares e internet.

Nas mensagens, López afirma que acontecem "momentos definitivos para a Venezuela e toda a América" nos quais "devemos escolher se estamos a favor da democracia ou da ditadura", e diz que a "luta" para "recuperar nossa liberdade e democracia deve ocorrer em todos os campos".

O político, conhecido por ser um dos principais opositores do chavismo, pediu à Organização dos Estados Americanos (OEA) a "aplicação da Carta Democrática e a revisão de cláusulas e protocolos democráticos ao Mercosul" para seu país.

No âmbito internacional, também pediu "aos governos dos países do continente" que respondam "aos seus povos e à história por suas posturas diante da ditadura venezuelana".

Além disso, López se dirigiu a seus simpatizantes, a quem afirmou a "clara mensagem para as forças democráticas". Em sua opinião, "só com mobilização popular podermos recuperar nossa liberdade e democracia".

O TSJ decidiu na quinta-feira 30 assumir os poderes do Parlamento, que é controlado pela oposição, uma decisão que foi recebida pelos opositores como um "golpe de Estado”. / EFE

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