Líder palestino acusa Israel de 'guerra religiosa'

O presidente palestino Mahmoud Abbas acusou Israel de levar a região a uma "guerra religiosa". De acordo com o líder, visitas frequentes de judeus a um local sagrado tanto para os Judaísmo quanto para o Islamismo acirraram os confrontos na região.

Estadão Conteúdo

11 de novembro de 2014 | 18h55

A acusação provocou uma resposta afiada do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que disse que Abbas estava piorando as coisas. "Em vez de acalmar os ânimos, ele está inflamando-os. Em vez de educar seu povo para a paz, Abu Mazen está educando-os para ataques terroristas".

Depois de se reunir com o Gabinete de Segurança por várias horas, Netanyahu também declarou que as forças de segurança foram reforçadas e que iria começar a impor duras medidas contra manifestantes violentos.

Os confrontos recentes tem se originado a partir tensões em torno de um local sagrado na Cidade Antiga de Jerusalém, conhecido pelos judeus como o Monte do Templo e pelos muçulmanos como

Santuário Nobre. As visitas de judeus levantaram preocupações entre os muçulmanos de que Israel esta secretamente tentando assumir o controle do local.

Nesta terça-feira, soldados israelenses mataram um manifestante palestino em confronto na Cisjordânia, na cidade de Hebron. Fonte: Associated Press.

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