Líder piqueteiro faz nova greve de fome na Argentina

O argentino Raúl Castells, líder do Movimento Independente de Aposentados e Desempregados (MIJD), começou uma nova greve de fome, depois de ser detido na segunda-feira com mais quatro pessoas quando tentava inaugurar um restaurante popular. Esta é a terceira vez que Castells dá início a uma greve de fome, mesmo recurso que usou quando foi detido por pedir dinheiro num cassino e comida numa lanchonete. Na época, o líder argentino ficou 40 e 60 dias, respectivamente, sem comer. O líder piqueteiro, expressão usada na Argentina para as pessoas que saem às ruas para protestar, foi detido quando inaugurava um restaurante para pobres num mercado abandonado de Buenos Aires. Daniel Castiñeira, advogado de Castells, afirmou que o dirigente do MIJD, acusado de roubo e resistência à autoridade, pode ser libertado nesta quarta-feira, depois de ser interrogado. Restaurantes populares Na semana passada, Raúl Castells foi absolvido num julgamento público de acusações de extorsão durante a ocupação de um cassino na província de Chaco, em 2004, no norte do país. O líder do MIJD afirmou várias vezes que se sente um "perseguido político" do presidente da Argentina, Néstor Kirchner. O movimento já abriu mais de mil restaurantes populares, o último deles no bairro de Puerto Madero, uma das regiões mais nobres de Buenos Aires.

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