REUTERS/Soe Zeya Tun
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Líder pró-democracia volta ao Parlamento de Mianmar após vitória nas eleições

Aung San Suu Kyi entrou no local com duas rosas vermelhas nas mãos; foi sua primeira aparição pública desde o anúncio de sua vitória histórica, após 30 anos de luta

O Estado de S. Paulo

16 de novembro de 2015 | 15h32

RANGUM, MIANMAR - A opositora Aung San Suu Kyi, que venceu de forma esmagadora as eleições legislativas de Mianmar, no dia 8 de novembro, retornou nesta segunda-feira, 16, ao Parlamento como deputada em mais uma etapa da delicada transição prometida pelos herdeiros da junta no poder.

"Vamos preparar o terreno para que o novo Parlamento possa trabalhar", declarou o presidente da Câmara, Shwe Mann.

Nas eleições parciais de 2012, o partido de Aung San, a Liga Nacional para a Democracia (LND), já havia obtido praticamente todos as quarenta cadeiras em jogo.

A líder pró-democracia entrou no Parlamento antes da sessão começar, com duas rosas vermelhas na mão, e sua chegada foi acompanhada por dezenas de câmeras, mas não fez declarações à imprensa. Foi sua primeira aparição pública desde o anúncio da sua vitória histórica, após 30 anos de luta.

Parte dos deputados do Partido para a Solidariedade, Desenvolvimento e União (USDP), partido derrotado, não compareceu. Os deputados militares, que não são eleitos e ocupam 25% do Parlamento, chegaram antes dos demais, de uniforme, e também se recusaram a fazer qualquer declaração.

Aung San e seus cerca de 40 deputados eleitos no pleito anterior continuam na oposição, diante de 331 da USDP, já que o novo Parlamento, que será dominado a 80% pela LND, só entrará em funcionamento no fim do mês de janeiro.

Esta transição de quase três meses, herança da junta milita extinta em 2011, é "estúpida", avisou a opositora antes mesmo das eleições.

"É incrível, em nenhum outro lugar do mundo existe um prazo tão longo entre o fim das eleições e a formação da nova administração", havia lembrado Aung San em novembro, em entrevista a veículos internacionais. /AFP

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