Líder promete novos protestos contra governo da Tailândia

Apesar do saldo de 2 mortos e mais de 130 feridos em Bangcoc, um novo movimento é anunciado

AP,

20 de abril de 2009 | 23h17

O movimento contra o governo da Tailândia deve fazer um novo protesto dentro dos próximos dias, mesmo depois de ter sido severamente reprimido por forças militares, com um saldo de dois mortos e mais de 130 feridos na última semana, disse um líder do grupo.

 

Jakrapob Penkair disse também nesta segunda-feira, 20, que a violência disseminada entre os manifestantes foi instigada por agentes militares para desacreditar seu movimento.

 

Falando pelo telefone de um local que se recusou a divulgar, Jakrapob disse que o movimento dos "camisas vermelhas" que ele apoia diretamente planeja novas manifestações em data ainda não definida, para exigir a saída do primeiro-ministro Abhisit Vejjajiva.

 

Cerca de 100 mil manifestantes tomaram as ruas de Bangcoc, a capital tailandesa, neste mês após dezenas de pessoas terem ocupado o gabinete do premiê Vejjajiva por várias semanas.

O grupo também impediu a realização do encontro regional dos líderes asiáticos em um resort de Pattaya e travou batalhas com os soldados em Bangcoc.

 

Os "camisas vermelhas" são leais ao ex-premiê Thaksin Shinawatra, deposto por um golpe militar em 2006.

 

Na sexta-feira, 17, houve um atentado contra o magnata das comunicações Sondhi Limthongkul, líder do movimento dos "camisas amarelas", que ocuparam no ano passado os aeroportos de Bangcoc em protesto contra o governo da época. Rival dos "camisas vermelhas", os "amarelas" são formados por monarquistas, acadêmicos, ex-militares e membros da classe média, unidos pelo ódio ao ex-premiê.

 

Desconhecidos crivaram o carro de Sondhi Limthongkul com disparos num posto de gasolina, ainda durante a madrugada. O ativista levou um tiro na cabeça, mas está fora de perigo.

 

O atentado ocorreu antes de o governo prorrogar o estado de emergência na capital Bangcoc, que foi ampliado no domingo, 19, sob a alegação de que os esforços para restaurar a segurança ainda não foram concluídos.

 

O estado de emergência proíbe aglomerações de mais do que cinco pessoas, a divulgação de notícias que possam ameaçar a ordem pública e permite a convocação do Exército para a repressão a eventuais distúrbios.

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