Líder radical xiita iraquiano faz dura crítica ao Bush

O líder radical xiita Muqtada al-Sadr lançou uma dura crítica ao presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, chamando-o de "grande mal", por recusar-se a retirar as tropas americanas do Iraque.A declaração de al-Sadr foi lida durante uma sessão do Parlamento por seu primo, Liqaa al-Yassin, depois que Bush prometeu vetar a determinação do Congresso para que os soldados americanos comecem a deixar o país a partir de outubro."Aqui estão os democratas pedindo que você retire, ou pelo menos defina um cronograma, e você não responde", diz a nota de al-Sadr. "E não são só eles que pedem, mas também os republicanos, aos quais você pertence"."Se você ignora seus amigos e parceiros, então não é surpresa que ignore os pontos de vista do mundo e do Iraque. Você não se beneficiará dessa teimosia", prossegue o texto.Al-Sadr encabeçou dois levantes armados contra a presença americana no Iraque em 2004, sua milícia particular, a Brigada Mahdi, é responsabilizada por boa parte dos assassinatos sectários que jogaram o Iraque numa guerra civil.Militares americanos afirmam que o líder religioso fugiu para o Irã, mas seus seguidores insistem que al-Sadr continua no Iraque.Tropas dos EUA e do governo iraquiano estão reprimindo seus seguidores, num grande plano de segurança lançado em Bagdá em fevereiro. Centenas desses seguidores já foram presos, e as tropas realizam batidas quase diárias em Cidade Sadr, um bairro de Bagdá que serve de reduto às forças de al-Sadr. O líder xiita criticou declarações do comandante americano no Iraque, general David Petraeus, que advertiu contra o caos no país, em caso de retirada americana. "Que aços vocês alegam que acontecerá quando vocês e seus exércitos de trevas deixarem nossa terra? Que caos pode ser pior que o que estamos atravessando no Iraque, onde sangue é derramado continuamente", diz a nota.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.