Líder rebelde se diz preocupado com divisões políticas na Líbia

'Aparente queda do regime de Kadafi trouxe à tona algumas diferenças', afirma premiê insurgente

Reuters

08 Setembro 2011 | 20h53

TRÍPOLI - O líder do braço executivo do Conselho Nacional de Transição da Líbia, Mahmoud Jibril, lembrou as forças rebeldes nesta quinta-feira, 8, que "o tirano ainda não está eliminado" e que disputas entre facções podem ser uma nova ameaça ao país, referindo-se aos esforços da insurgência contra o regime do ditador Muamar Kadafi.

 

Veja também:
forum OPINE: 
Onde se esconde Kadafi?
especialESPECIAL: Quatro décadas de ditadura na Líbia
lista ARQUIVO: ‘Os líbios deveriam chorar’, dizia Kadafi

 

Falando em Trípoli, onde chegou pela primeira vez desde que o coronel e suas tropas foram expulsos da capital, Jibril alertou seus aliados de que "este é um estágio em que precisamos nos unificar e estarmos juntos". O líder rebelde ainda lembrou que, duas semanas depois da conquista da capital, Kadafi ainda têm bastiões de apoio. "Quando a batalha tiver terminado (...) o jogo político poderá começar", afirmou.

 

O líder, que é considerado o "primeiro-ministro" dos insurgentes, mostrou-se preocupado com os rumos políticos da Líbia, já que o que une os rebeldes majoritariamente é a oposição a Kadafi, e não opiniões comuns sobre as lideranças que assumirão as rédeas do país.

 

"Se descobrimos que não estamos num terreno comum, então irei me retirar e deixarei aos outros que sejam mais capazes de participar dessa experiência", acrescentou. "Talvez alguns pensavam que o tirano já tivesse fugido e que o regime já tivesse sido derrubado. E isso veio trouxe à tona algumas diferenças", concluiu.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.