Líder rebelde sírio está 'desapontado' com decisão da UE

O comandante da principal coalizão de grupos rebeldes sírios, general Salim Idris, disse que está "muito desapontado" com o levantamento do embargo de armas da União Europeia (UE), que não vai resultar no envio imediato de armas para aqueles que combatem o regime do presidente Bashar Assad.

Agência Estado

28 de maio de 2013 | 11h25

Idris também disse à Associated Press nesta terça-feira que a milícia libanesa Hezbollah, aliada do regime de Assad, tem milhares de combatentes na Síria e é a principal ameaça ao Exército Livre Sírio, uma coalizão de unidades rebeldes.

O general falou por telefone da Turquia, depois de a UE ter decidido, na noite de segunda-feira, levantar o embargo contra a Síria, o que permite que os países-membros enviem armamento para o país. Porém, nenhum dos 27 integrantes do bloco tem planos imediatos para remeter armas para os rebeldes sírios. Idris declarou que está perdendo a paciência com a comunidade internacional.

A Rússia, forte aliada da Síria, criticou a medida, afirmando que ela prejudica os esforços de paz e afirmou que irá fornecer mísseis de defesa aérea de alta tecnologia a Síria para evitar a intervenção estrangeira no país, afirmou o vice-ministro de Relações Exteriores russo, Sergei Ryabkov.

O diplomata não disse se a Rússia já enviou qualquer um dos sistemas S-300 de mísseis de longo alcance desenhados para defesa aérea, mas ele acrescentou que Moscou não vai abandonar o acordo apesar da forte crítica ocidental e de israelenses.

Ryabkov disse que o acordo ajuda a conter alguns "cabeças quentes" que consideram a hipótese de uma intervenção militar na Síria, além de ser um "fator estabilizador" na região. A Rússia tem protegido o regime sírio de sanções da Organização das Nações Unidas (ONU).

Já o governo de Israel declarou que "saberá o que fazer" se a Rússia enviar mísseis antiaéreos para a Síria, declarou o ministro de Defesa israelense nesta terça-feira. "Os envios ainda não aconteceram e eu espero que não venham a ser realizados. Mas se, por um infortúnio, eles (os mísseis) chegarem à Síria, saberemos o que fazer", afirmou Moshe Yaalon. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

(END) Dow Jones Newswires

Tudo o que sabemos sobre:
SíriaViolênciaRebeldes

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.