Kevin Lamarque/REUTERS
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Líder republicano dá ordem de prisão a 52 deputados democratas no Texas

Parlamentares fugiram para evitar aprovação de polêmica lei eleitoral

Redação, O Estado de S.Paulo

11 de agosto de 2021 | 17h11

DALLAS, EUA - Um líder republicano assinou ordens de prisão contra 52 deputados democratas do Texas que fugiram de uma sessão que aprovaria um polêmico projeto de lei eleitoral.

As ordens, assinadas pelo presidente da Câmara dos Deputados do Texas, Dade Phelan, foram entregues ao chefe de segurança do órgão na manhã desta quarta-feira, 11, informou  o jornal local Dallas Morning News. 

A fuga aconteceu em julho. Os democratas fugiram do Texas para Washington para evitar a aprovação de um projeto de lei republicano que, argumentando tornar as eleições mais seguras, restringe o acesso às urnas e ao voto por correio e em automóvel.

A sessão extraordinária havia sido convocada após os mesmos deputados abandonarem a Câmara em maio durante uma votação sobre a lei eleitoral. A ausência dos deputados na votação de julho impediu que a casa atingisse o quórum mínimo para aprovação. 

A lei do Texas permite deter os legisladores que se ausentem durante as votações e obrigá-los a voltar para a câmara.  A maioria republicana votou para autorizar as prisões. A moção para obrigar os legisladores democratas a retornarem foi aprovada por 80 votos a favor e 12 contra.  

Ao menos 20 deles continuam em Washington, segundo o Morning News."É nosso direito como legisladores romper o quórum para proteger nossos eleitores", disse o líder democrata da Câmara dos Deputados, Chris Turner, em um tuíte. "Vamos lutar ao máximo contra os ataques republicanos ao nosso direito ao voto", prometeu.

Desde a derrota de Donald Trump nas eleições presidenciais de 2020, os projetos de lei que restringem o acesso ao voto proliferaram nos Estados por iniciativa dos republicanos.

As restrições impostas pelo projeto de lei do Texas afetariam o voto das minorias, especialmente dos negros, que costumam apoiar mais os democratas. /AFP

 

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