Drew Angerer/The New York Times
Drew Angerer/The New York Times

Líder republicano no Senado diz que apoiará Trump, mas partido está dividido

Mitch McConnell declarou que, como Donald Trump 'é o provável candidato' do partido, os republicanos devem se unir em torno dele para evitar um virtual '3º mandato de Obama'

O Estado de S. Paulo

05 Maio 2016 | 20h34

WASHINGTON - O líder da maioria republicana no Senado de EUA, Mitch McConnell, declarou que apoiará o virtual nomeado do partido à presidência, Donald Trump, mas outros membros importantes do partido mostraram oposição a apoiar o magnata em sua corrida à Casa Branca.

"Me comprometi a apoiar o candidato escolhido pelos eleitores republicanos, e Donald Trump é o provável candidato agora e está a ponto de conseguir a nomeação", disse McConnell em comunicado.

"Os republicanos estão comprometidos a prevenir o que seria (na prática) um terceiro mandato de Barack Obama, e com o restabelecimento da segurança econômica e nacional após oito anos de um democrata na Casa Branca", continuou McConnell.

Além disso, senador chamou os outros membros do partido a unir esforços em torno de Trump, e disse que ele mesmo tem "a chance e a obrigação de unir os conservadores em torno de seus objetivos" comuns.

No entanto, enquanto McConnell mostrou seu apoio ao magnata imobiliário, outros pesos pesados do partido tornaram público seu mal-estar. Os ex-presidentes George H. Bush (1989-1993) e George W. Bush (2001-2009) descartaram na quarta-feira apoiar Trump em seu caminho à presidência dos Estados Unidos.

Na atual disputa, o ex-governador da Flórida Jeb Bush foi quem recebeu o apoio de seu pai e de seu irmão antes de abandonar prematuramente as primárias, após enfrentar ferozmente Trump.

Além disso, o ex-candidato republicano à presidência do país em 2008 e senador pelo Arizona, John McCain, explicou nesta quinta-feira que a indicação de Trump pode colocá-lo em apuros para ser reeleito em novembro, quando também há eleições legislativas.

"Não tomo meu principal oponente superficialmente", disse McCain em entrevista exibida pelo jornal "Politico". "Mas não há dúvida de que se Donald Trump for o candidato à presidência, aqui no Arizona - onde mais de 30% do eleitorado é latino - esta pode ser a disputa mais complicada da minha vida", afirmou o senador.

Outro dos maiores críticos de Trump dentro de seu partido é o senador pela Carolina do Sul, Lindsey Graham, que após saber da vitória do magnata nas eleições primárias de Indiana na terça-feira, o que provocou a retirada de seus principais oponentes, Ted Cruz e John Kasich, garantiu que sua candidatura destruirá os republicanos.

"Se indicarmos Trump, vamos nos destruir. E teremos merecido", escreveu o legislador em sua conta oficial no Twitter.

O senador republicano por Nebraska, Ben Sasse, reiterou sua opinião sobre o magnata, apesar da vitória, e afirmou que não mudará sua postura mesmo que Trump seja o nomeado pelo partido. "Um candidato presidencial que se gaba do que vai fazer durante seu 'reinado' e se nega a condenar o Ku Klux Klan (KKK) não pode dirigir um movimento conservador nos Estados Unidos", afirmou Sasse. / EFE

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