Líder separatista basco sai da prisão após pagar fiança

O político basco Arnaldo Otegi, considerado chave para qualquer processo futuro de paz devido ao cessar-fogo permanente proclamado pela ETA, saiu de uma prisão de Madri após ter pago sua fianças, junto com mais outros dois colegas, Juan Jose Petrikorena e Juan Maria Olano. Cada um pagou um total de US$ 787 de fiança logo após o meio-dia (horário local), disse a Corte Nacional. O juiz Fernando Grande-Marlaska ordenou a prisão de Otegi no dia 29 de março, alegando que o político incitou a violência durante uma greve em cidades do País Basco. Os outros dois homens estavam presos acusados de vandalismo ligado ao separatismo basco. Os três homens deixaram a Prisão Real de Soto na fronteira de Madri horas após terem depositado a fiança. Eles não deram nenhuma declaração antes de entrarem em um carro que os esperava. O grupo separatista basco ETA anunciou seu cessar-fogo permanente no dia 22 de março. Políticos da maioria dos partidos vêem Otegi como uma figura importantíssima que pode ajudar as negociações entre a ETA e o governo espanhol. Ele é o líder do partido Batasuna, que está na ilegalidade por fazer parte da ETA. O grupo é acusado de ter matado mais de 800 pessoas desde 1960 em sua luta para criar um território basco independente. Seu último ataque fatal foi em maio de 2003, quando um carro-bomba matou dois policiais. Desde o anúncio do cessar-fogo, nenhum novo ataque ou violência por parte de militantes do grupo foi registrado. Outras prisões Otegi se recusou a testemunhar diante do juiz Grande-Marlaska e negou envolvimento com as manifestações do dia 9 de março, motivo pelo qual foi preso. O político já havia sido preso em maio do ano passado por ser o líder da ETA, mas foi libertado em seguida, pagando uma fiança de US$ 480. Ele passou dois dias na prisão. A trajetória de Otegi pela prisão começa em 1989, quando ficou três anos encarcerado por ter participado de um seqüestro realizado pela ETA, e também enfrenta processos em casos diferentes por defender o terrorismo. A Suprema Corte espanhola também sentenciou Otegi a um ano de prisão no dia 4 de novembro passado por difamar o rei Juan Carlos em 2003, dizendo que o rei coordenava sessões de tortura.

Agencia Estado,

07 Abril 2006 | 17h02

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