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The New York Times
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Líder supremo do Irã agradece 'esforços sinceros' de equipe de negociação

Aiatolá Ali Khamenei expressou agradecimento em encontro com presidente Hassan Rohani, indicando uma aceitação tácita do conteúdo do acordo firmado com as potências do P5+1

O Estado de S. Paulo

15 de julho de 2015 | 12h48

TEERÃ - O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, agradeceu à equipe de negociação nuclear do país por seus "esforços sinceros" e "trabalho duro" durante os diálogos que resultaram no histórico acordo com o P5+1 sobre o programa nucelar da República Islâmica, informa a agência oficial "Irna".

As declarações de Khamenei, máxima figura política e religiosa iraniana, cuja opinião tem um peso determinante em cada decisão tomada no país, constituem uma aceitação tácita do conteúdo do pacto firmado na quarta-feira em Viena, na Áustria.

Khamenei, apesar de ter mostrado durante todo o processo de negociação sua desconfiança em relação aos países do P5+1 (Estados Unidos, França, China, Grã-Bretanha, Rússia, mais Alemanha), também defendeu perante a ala mais extremista da política iraniana a necessidade de negociar para encontrar uma saída ao programa atômico e as sanções que prejudicam a economia local.

O líder supremo foi o responsável por traçar os limites do que o Irã não iria aceitar nas negociações e instruiu os delegados do país sobre quais temas eles poderiam tratar durante os diálogos.

Khamenei expressou seu agradecimento em um encontro ainda na quarta-feira com o presidente Hassan Rohani, no qual considerou que o "apoio espiritual e político é o principal fator para solucionar todos os problemas".

"Os governantes muçulmanos têm o dever de receber os impostos e cumprir com os direitos públicos, defender ao povo e sua terra, guiar as pessoas em direção à salvação", afirmou Khamenei.

O pacto anunciado pelo Irã e o P5+1 em Viena permite que a República Islâmica possua uma indústria atômica própria, apesar de ser severamente limitada e controlada para que não possa ser usada para fins bélicos. Em troca, os países eliminarão as sanções que afetam a economia do país. / EFE

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