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Líder supremo do Irã chama de 'imperdoável' a reedição de caricaturas de Maomé pelo Charlie Hebdo

Semanário francês voltou a publicar charges do profeta muçulmano que motivaram atentado terrorista à sua redação, em janeiro de 2015

Redação, O Estado de S.Paulo

08 de setembro de 2020 | 09h58

TEERÃ - A reedição das caricaturas de Maomé pela revista satírica francesa Charlie Hebdo é um "grande pecado imperdoável", afirmou nesta terça-feira, 8, o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei. Alvo de atentados terroristas em 2015, o periódico francês voltou a publicar as charges polêmicas sobre o profeta do islã no dia 1º de setembro (na versão online).

"O grande pecado imperdoável de uma publicação francesa que insultou o rosto radiante e santo do grande profeta revela mais uma vez a hostilidade, o rancor vicioso das instituições políticas e culturais do mundo ocidental em relação ao islã e à comunidade muçulmana" escreveu o aiatolá Khamenei em um comunicado. Ridicularizar ou insultar Maomé pode ser punido com pena de morte na República Islâmica do Irã.

O semanário francês voltou a publicar imagens de Maomé por ocasião do início do julgamento dos atentados jihadistastas, no dia 2 de setembro. Os ataques, que tiveram como alvos a redação do Charlie Hebdo, um supermercado judeu e policiais, deixaram 17 mortos na capital francesa.

"O pretexto da liberdade de expressão invocado por alguns homens políticos franceses para condenar este grande crime deve ser rejeitado como equivocado e demagógico" acrescenta, sem outros detalhes.

O presidente francês Emmanuel Macron afirmou sobre a publicação das caricaturas de Maomé pela revista que "há na França uma liberdade de blasfemar que está vinculada à liberdade de consciência". "Estou aqui para proteger todas estas liberdades", completou.

Jornais conservadores e ultraconservadores iranianos reagiram às palavras recordando que a lei francesa classifica como crime a negação do Holocausto e denunciaram o que consideram dois pesos e duas medidas./ AFP

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