Reuters/2004
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Líder taleban do Paquistão pode estar morto

Fontes sugerem que Baitullah Mehsud foi morto em ataque de mísseis americanos

07 de agosto de 2009 | 02h54

Autoridades americanas e paquistanesas afirmaram que há fortes indícios de que o líder do Taleban no Paquistão, Baitullah Mehsud, teria sido morto em um ataque americano. Um comandante do grupo no país confirmou à Associated Press que Meshud morreu durante o bombardeio contra a casa de um parente no início da semana.

 

Familiares já confirmaram que uma das esposas de Mehsud morreu durante o mesmo ataque. O chefe do Taleban no Paquistão é acusado de ser responsável pelo atentado que matou a ex-premiê paquistanesa Benazir Bhutto, em 2007. O ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Shah Mahmood Quresh, disse que algumas informações da inteligência paquistanesa confirmam que Mehsud morreu, mas que o governo ainda está buscando "verificação no local". Uma autoridade dos Estados Unidos afirmou que "há razões para acreditar que os relatos sobre sua morte possam ser verdadeiros, mas ainda não podemos confirmar".

 

Fontes do Waziristão do Sul, região onde aconteceu o ataque, disseram à BBC que líderes taleban estão reunidos para escolher um sucessor de Mehsud. Três nomes estão sendo analisados e o grupo poderia anunciar o seu novo líder na região antes mesmo de confirmar a morte de Mehsud.

 

A área do ataque é considerada um reduto de Baitullah Mehsud, acusado pelo governo paquistanês de uma série de ataques a bomba no país. Desde julho de 2007, quando forças do governo retomaram o controle da Mesquita Vermelha, na capital Islamabad, para destruir um grupo de militantes fiéis à Mehsud, mais de 2 mil pessoas morreram em ataques desse tipo no Paquistão. Desde então, o Taleban assumiu a responsabilidade por alguns dos piores ataques no Paquistão, mas sempre negou qualquer envolvimento no assassinato da ex-primeira-ministra do país, Benazir Bhutto, em Rawalpindi, em dezembro de 2007.

 

Baitullah Mehsud, senhor da guerra da região do Waziristão, na fronteira com o Afeganistão, estaria no comando de cerca de 20 mil militantes em uma zona conhecida por abrigar membros da Al-Qaeda. O Departamento de Estado dos EUA oferece US$ 5 milhões pela cabeça do líder taleban - que teria cerca de 35 anos, seria diabético e, muito provavelmente, analfabeto. A revista Time colocou Mehsud em sua lista das "100 pessoas mais influentes do mundo". O senhor da guerra, segundo a Time, seria "um ícone da jihad global".

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