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Líder taleban ordena que combatentes estejam preparados para 'ataque final'

Em comunicado divulgado nesta quinta-feira, mulá Akhtar Mohammad Mansour também assegurou que grupo está unido e 'cada dia que passa, fica mais forte' para enfrentar seus inimigos

O Estado de S. Paulo

17 de março de 2016 | 15h27

CABUL - O líder do Taleban, mulá Akhtar Mohammad Mansour,ordenou a seus combatentes que se preparem para "o ataque final" contra o "inimigo" no Afeganistão, em um momento no qual o governo afegão procura iniciar um diálogo de paz com os insurgentes.

"Esperamos que a ajuda de Deus, nossa grande fé e a alta moral existente nos prepare para o ataque final contra o inimigo", afirmou Mansour em relação à guerra contra as tropas do governo afegão e estrangeiras desdobradas no país em comunicado divulgado nesta quinta-feira, 17.

Além disso, o mulá Mansour assegurou que o Taleban está unido e "a cada dia que passa, fica mais forte" e qualificou de "propaganda do inimigo" a informação de que haveria lutas internas pela liderança do grupo insurgente.

Essas divisões surgiram em julho, quando se soube que o líder anterior do Taleban, mulá Omar, tinha morrido em 2013. Após esse anúncio, surgiram disputas sobre a liderança no seio Taleban, que deu lugar a enfrentamentos armados entre diferentes facções.

O anúncio de Mansour acontece em um momento no qual o governo tenta reviver o diálogo com os insurgentes do país que acabou sendo interrompido justamente após o anúncio da morte do mulá Omar. Agora o G4, grupo formado por Afeganistão, Estados Unidos, China e Paquistão, procura retomar esse diálogo.

O líder insurgente insistiu na nota que a situação do Taleban está "melhor do que nunca", devido às "conquistas" alcançadas no ano passado e por aquelas que ainda estão por vir.

Na atualidade, os insurgentes controlam quase um terço do território afegão, a maior extensão sob seu domínio desde a queda do regime pela invasão americana em 2001, segundo recente relatório do Inspetor Especial Geral para a Reconstrução do Afeganistão dos EUA (Sigar, sigla em inglês). / EFE

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